• FIlipe Niel

Qual é o seu problema?


A cena é comum, é retratada com frequência em filmes, séries e livros pois é recorrente na realidade de todos nós; Duas pessoas discutindo e vem à tona a seguinte pergunta: “Qual é o seu problema?”. Essa pergunta revela espanto ou admiração diante de uma atitude inesperada de outra pessoa que julgávamos não ser capaz das atitudes que está tendo. Por outro lado eu e você, muitas vezes, também somos rápidos em definir qual é o nosso problema, ninguém precisa nos ensinar, desde antes de “nos conhecermos por gente” já somos capazes de apontar os irmãos, amigos e primos como os causadores dos nossos problemas. E assim crescemos para a vida adulta e continuamos imitando nosso pai Adão, o precursor na arte de culpar os outros e as circunstâncias por seus próprios erros (Gênesis 3.12).


O problema dessa terceirização da culpa é que ela nos nos impede de desfrutar dos benefícios do Evangelho. O Evangelho só serve para pecadores convictos, pecadores que assinam sua confissão de culpa, sua falência espiritual e, assim, podem desfrutar da graça, da misericórdia e do perdão conquistados por Jesus, em nosso favor, na cruz do Calvário. Jesus disse que não veio para os sãos, mas sim para os doentes e que veio chamar pecadores ao arrependimento (Lucas 5.31-32).


Quando falhamos em perceber que o nosso problema somos nós mesmos, ou seja, o nosso próprio coração enganoso e desesperadamente corrupto (Jeremias 17.9), deixamos de usufruir da beleza e doçura do Evangelho da Graça. Por outro lado, quando entendemos a feiúra, a amplitude e a seriedade do nosso pecado, estamos mais perto de entendermos a grandeza, a profundidade e a beleza do amor de Deus demonstrado na Cruz de Jesus.


Fato é que o meu problema é o meu coração e o seu problema é o seu coração. Pessoas, lugares e situações não me fazem pecar; apenas revelam o pecado já existente no meu coração. Se afastar de pessoas, mudar de igreja, escola, cidade ou país e transformar situações objetivando resolver o problema do pecado é semelhante ao homem com câncer de pele que pensa que colocar um “band-aid” por cima da ferida irá curar seu câncer. Ao fazê-lo, ele se ilude enquanto seu problema se aprofunda e ele deixa de aproveitar do poder curador dos tratamentos profundos da graça de Deus que o arrependimento e a confissão podem trazer. Fale agora mesmo pra Deus sobre o seu problema, confesse seus pecados a Deus, olhe para a Cruz de Jesus e encontre ali o perdão que todos nós precisamos para os nossos pecados.


Por Filipe Niel

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