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Bem-aventurados os misericordiosos

Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia (Mt 5.7)


Quando o pecado é cometido por nós, clamamos por misericórdia; quando é cometido contra nós, exigimos justiça. Queremos receber compaixão, mas relutamos em oferecê-la. Isso revela o quanto ainda carregamos em nós as marcas da queda de Adão. Desde o jardim, nossa inclinação natural é retribuir mal com mal, guardar ofensas e defender nossos direitos acima de tudo.


Em nossa cultura, misericórdia costuma ser confundida com fraqueza. Entretanto, nas Escrituras, ela é um reflexo direto do caráter de Deus. A misericórdia do Senhor não se baseia no que fazemos, mas no Seu amor imutável por nós - amor que se expressa em não nos dar o que merecemos e, em Cristo, nos oferecer graça abundante.


Quando Deus nos chama a ser misericordiosos, Ele nos convida a refletir quem Ele é. Misericórdia é dar ao próximo aquilo que ele não merece - exatamente como Deus fez conosco. E só conseguiremos responder a esse chamado se enxergarmos profundamente o quanto o Senhor tem sido misericordioso para conosco.


Pense: no Éden, Adão escolheu o pecado, mas Deus o poupou. Abraão mentiu, porém o Senhor o sustentou. Pedro não confiou em Cristo, mas Jesus o buscou e o restaurou. De Gênesis a Apocalipse, Deus revela Sua misericórdia para com Seu povo caído e amado.


Esse Deus, rico em misericórdia (Ef 2.4), nos chama a viver como discípulos que exercem sua fé por meio da compaixão, renunciando à vingança e abrindo mão da justiça própria. A misericórdia não é uma opção para o cristão: é evidência de um coração transformado.


O Senhor nunca nos pede algo do qual Ele mesmo não seja o maior exemplo. Em Cristo, recebemos misericórdia para sermos misericordiosos.

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