O fruto do Espírito é… AMOR
- tiagodeoliveiraadm
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"Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade" (Gl 5.22)
Em Gálatas 5.22, Paulo não fala de frutos no plural, mas de fruto no singular. Isso já nos ensina algo essencial: o que o Espírito produz em nós é uma obra unificada, coerente, que nasce de uma mesma raiz. E essa raiz se manifesta, antes de tudo, no amor.
Não é por acaso que o amor aparece em primeiro lugar. Ele não é apenas mais uma virtude da lista; é o solo onde todas as outras crescem. Sem amor, alegria vira euforia vazia. Paz se torna indiferença. Longanimidade vira tolerância fria. O amor é o que dá forma, sentido e direção a tudo o que o Espírito realiza em nós.
Mas que amor é esse? A Bíblia não fala de um sentimento instável, condicionado às circunstâncias ou às pessoas. O amor do Espírito tem como referência o próprio Deus: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). Ou seja, o amor cristão não nasce do esforço humano, mas da experiência real com a graça de Deus.
Esse amor foi revelado de maneira definitiva em Cristo. “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Antes de sermos chamados a amar, fomos profundamente amados. Antes de praticarmos o amor, fomos alcançados por ele.
Por isso, o amor como fruto do Espírito não é algo que produzimos, mas algo que manifestamos. Ele é evidência de uma vida que está sendo governada pelo Espírito e não pela carne. É um amor que se expressa em ações concretas, em perdão, em serviço, em sacrifício diário (Jo 13.34–35).
O verdadeiro amor brota de um coração rendido a Cristo, habitado pelo Espírito e moldado pela graça.

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